Com o tempo, a empresa começou a produzir itens de ferromodelismo — postes, catenárias, acessórios — e em 1967 mudou de nome para Indústrias Reunidas Frateschi Ltda., dedicando-se integralmente à produção de trens em miniatura.
A partir de então, a Frateschi transformou-se na única fabricante de trens elétricos em miniatura da América Latina.
A partir do final da década de 1960/começo dos anos 1970, começaram os primeiros vagões produzidos por eles — o primeiro foi um “vagão gaiola”, referência 2001.
Com o passar dos anos, a empresa cresceu: investiu em moldes próprios, se tornou tecnologicamente autossuficiente e passou a representar o ferreomodelismo “verde-amarelo” — ou seja, focado nas ferrovias brasileiras, com identidade local.
Em 2022 a empresa celebrou 55 anos desde a reestruturação como fabricante de ferromodelismo (ou 64 anos desde a fundação original em 1958)
frateschi.com.br
A escala principal da Frateschi é HO (1:87), padrão amplamente utilizado no ferromodelismo-brasileiro.
Seu catálogo inclui locomotivas e vagões inspirados em ferrovias brasileiras — tanto históricas (como ferrovias antigas, redes extintas) quanto atuais (companhias privadas, ferrovias modernas).
Além de material rodante (locomotivas/vagões), a Frateschi também já produziu infraestrutura de maquete: postes, catenárias, pontes metálicas, casas, construções, plataformas, depósitos, túneis — tudo para compor um layout ferroviário completo.
O portfólio da empresa, segundo próprio site, busca representar grande parte da história ferroviária brasileira — com modelos de diferentes épocas, cobrindo várias empresas e fases da malha nacional.
A produção usa sobretudo plástico injetado como material base.
Esses fatores fazem com que a Frateschi seja uma referência para quem quer construir maquetes que reflitam o Brasil — suas ferrovias, sua história, seu patrimônio ferroviário.
Apesar de ser uma empresa brasileira, a Frateschi exporta seus produtos: já teve atingido mercados como Argentina, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, entre outros.
No Brasil, seus produtos alcançam dezenas de revendedores e lojas de hobby — o que ajuda a difundir o ferromodelismo nacional.
A empresa é frequentemente apontada como a principal força motriz do ferromodelismo “nacional”: graças a ela, muitos modelistas brasileiros têm acesso a réplicas de trens, vagões e ferrovias brasileiras — sem depender exclusivamente de importações estrangeiras.
Essa ênfase no patrimônio ferroviário brasileiro — “modelo brasileiro para brasileiros” — define o que algumas pessoas chamam de “ferromodelismo verde-amarelo”.
Alguns marcos históricos e produtos:
Final dos anos 1960 — primeiros acessórios de infraestrutura (postes, catenárias, pontes, túneis) e o primeiro vagão (gaiola, ref. 2001).
Anos 1970 e 1980 — expansão do portfólio: mais vagões, kits, estações, construções, ampliando o alcance do hobby no Brasil.
Décadas seguintes — introdução de locomotivas mais complexas (diesel-elétricas, vagões de carga e passageiros, composições mais modernas), evolução de qualidade de moldes e acabamento.
Até hoje — lançamentos de novos modelos, acompanhando ferrovias e modais atuais (por exemplo, réplicas de vagões de empresas modernas, para atender tanto colecionadores quanto entusiastas de ferrovias atuais).
A Frateschi representa uma tradição nacional no ferromodelismo — um patrimônio em si, ao produzir réplicas de ferrovias brasileiras e permitir que modelistas no país construam layouts com identidade local.
Sua longevidade (muitos anos no mercado), a especialização no hobby, e a dedicação ao “ferromodelismo verde-amarelo” fazem dela não apenas uma fabricante, mas uma referência cultural para entusiastas ferroviários no Brasil.
Ao oferecer material rodante e infraestrutura compatível com a realidade brasileira, ela ajuda a preservar a memória das ferrovias — algo especialmente relevante num país onde grande parte da malha histórica passou por transformações.